Com quem ficam as crianças

“Ana tornou-se mãe. E foi maravilhosa a sensação de ter sua filha nos braços e amamentá-la. Foram três meses de sonho os da licença-maternidade. Quando teve de voltar a trabalhar, na sua inexperiência contratou uma menina de quatorze ou quinze anos para cuidar do bebê. Felizmente a avó costumava visitar a neta para ajudar com algumas providências durante o horário de expediente da jovem mãe e uma vizinha contou que o bebezinho era colocado em cima do parapeito da janela em seu bercinho portátil – que era chamado “moisés” à época – enquanto a pequena babá admirava o que se passava na rua. Além disso, descobriu-se a tempo que a menina-babá não sabia ver as horas e assim as mamadeiras não eram administradas no tempo certo. Dessa forma, Ana é grata à mãe por ter cuidado seu bebê na casa dela, avó, por algum tempo. Ana levava o bebê nos fins-de-semana. Como era uma época de inverno, não seria seguro  levá-lo no frio todos os dias de uma casa para outra de manhã e à tarde.”

Este fragmento de história de vida na realidade confunde-se com minha própria história e pode relacionar-se com sua história, se você exerce atividades profissionais fora de casa. Temos lido de câmeras que detectam comportamento agressivo de babás e, na história, o comportamento inadequado foi verificado por um sensor humano – a própria avó, que costumava visitar a casa da filha para ver o bebê e que depois do acontecido passou a cuidar da netinha.

Essas são duas das soluções encontradas pelas mães: deixar as crianças com uma babá, deixar na casa dos avós. Foram as duas primeiras soluções que adotei. A babá me decepcionou: faltava e não seguia as orientações que eu deixava. Em seguida, minha filha mais velha ficou na casa da avó, que a cuidou com muita dedicação – mas eu precisei ficar longe do bebezinho durante toda a semana, pois não era possível buscá-la todos os dias.

Quando fui transferida para uma outra cidade, ao chegar não conhecia ninguém e a melhor solução que encontrei foi colocar meus filhos – já eram dois, e eu tinha saído recentemente de nova licença-maternidade – em uma creche em que havia uma equipe de babás supervisionada por religiosas. Lá eles ficaram por dois anos. Era agradável levá-los toda a manhã e buscá-los de volta para casa à tarde, trajeto que era feito a pé nos primeiros meses, uns 3 quilômetros de cuidado, trajeto que eu percorria com meu esposo.

Quando os meninos chegaram à idade de serem matriculados numa escola maternal, deixaram de ir à creche e passaram a ficar na escola meio expediente e no outro – nova solução – com uma secretária do lar, que aliás ficou morando em nossa casa por 20 anos aproximadamente.

Em todas essas soluções, como cada uma de vocês, leitoras, pode imaginar e deve até já ter observado em suas vidas, há problemas e contraindicações. Mas o importante é que nós, mães, não deixemos de cumprir nosso papel, tendo um tempo regularmente mantido para acompanhamento de nossos filhos. Esse tempo pode incluir cânticos, histórias (não esquecendo as lições da Bíblia), gestos de carinho, olhares, ou simplesmente o calor da companhia. O que nossos filhos levam para a vida adulta deles são esses registros da infância e todas queremos que registrem o amor, a atenção, a dedicação dos pais, marcados também na escolha que fazem da solução para deixar as crianças enquanto trabalham.
Quando Deus enviou Seu Filho a esta terra, o pequeno Bebê foi confiado a Maria e José e o Menino crescia em “sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens”. Que os momentos que passamos com nossos filhos, que foram confiados a nós,  os ajudem a crescer na semelhança de Jesus.

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O motorista que não conhecia o caminho

Passamos o Natal em Porto Alegre e também o Ano Novo.
Depois resolvemos passear um pouco na orla marítima, ao norte do estado, na cidade de Cidreira, onde uma irmã de meu marido tem uma casa e está veraneando, como se diz aqui.
Tomamos um ônibus direto e ficamos felizes quando nos aproximamos do destino. Era meio-dia e estava terminando a viagem. Foi então que o motorista parou o ônibus, abriu a porta que o separava dos passageiros e perguntou em voz alta: – Alguém sabe onde é a rodoviária de Pinhal?
Cheguei à conclusão de que o motorista era novo, ou substituto, e não conhecia bem a cidade de Pinhal.
Uma passageira que se identificou como professora mostrou o caminho da rodoviária.
Quando já estávamos deixando essa rodoviária, ela  ajudou ainda o motorista perguntando se havia mais alguém para descer ali. E havia. As pessoas não se tinham dado conta de que já haviam chegado em Pinhal.
Desceram mais alguns passageiros e o ônibus continuou. Notei que ela continuou na frente do ônibus, como co-piloto. O motorista não sabia também o caminho para Cidreira e nem o lugar da rodoviária dessa cidade. Enfim, chegamos e descemos, agradecidos à professora co-piloto.
Mais tarde, pensei: sem conhecer o caminho certo não se chega a lugar nenhum, mesmo que saibamos dirigir muito bem. Por isso, em nossa vida, para não sermos como o motorista desorientado, precisamos confiar na guia divina. Como diz um antigo hino:
“Meu Jesus me guia sempre,
que mais posso desejar,
duvidar de meu amado,
do meu Deus desconfiar,
tenho paz, perfeita, infinda,
gozo sua proteção,
pois eu sei que por mim vela
seu bondoso coração.”
Hinário Adventista

A descoberta do campo

Nasci na cidade, em Porto Alegre, e até me casar praticamente só conhecia a cidade. Havia ido pouquíssimas vezes ao colégio adventista de Taquara (IACS), onde se realizavam reuniões campais e a imagem de campo que eu possuía era a do colégio e da estrada para lá ou dos passeios para bairros mais distantes de Porto Alegre, aonde íamos visitar alguns amigos da família.
Então me casei com o Claudio e algum tempo mais tarde resolvemos visitar a família dele no interior, que ainda não me conhecia. Um dos lugares onde estivemos naquela ocasião foi o sítio dos avós dele, no interior do município de São Lourenço do Sul. A estrada era sem pavimentação e o ônibus tinha só um horário diário, pelo que me lembro. O sítio tinha uma casa muito simples, plantação de milho, açude, banheiro externo. Mas era uma casa no campo. Os avós foram muito gentis e cederam para nós o quarto principal. A estada lá foi cheia de atenções. Para mim foi uma descoberta.
Passei a ser fã da vida rural.
Mais tarde, bem mais tarde, compramos uma chácara e depois um sítio na cidade de Padre Bernardo, próxima a Brasília. Nossos filhos eram pequenos e por algum tempo passamos a ir ao sítio todo o final de semana. Foi minha fase rural.
Aprendi a época das culturas, os horários da rotina do trato dos animais, aprendi até a cavalgar, como já comentei. Era com ansiedade que esperava o fim de semana para ir ao sítio.
Mais tarde, vendemos esse terreno e adquirimos uma chácara junto à cidade onde moramos quatorze anos.
Lá eu apreciava a beira do riacho, cheia de árvores, onde tinha um banco próprio para ler ou simplesmente observar o riacho correndo, os miquinhos pulando nos galhos, algum outro animal silvestre.
Agora, levada por diversos fatores, inclusive a necessidade de o Lucas habituar-se à vida urbana, tornei-me novamente uma moradora da cidade. Mas tenho um conhecimento rural que povoa minha memória e que muitas vezes dirige meus passeios nas férias e feriados. Sou uma eterna apreciadora da natureza.

“Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e tudo que nele há.”

If you prefer, read in English:

The field  discovery

I was born in the city, Porto Alegre, and even get married virtually only knew the city. There were very few times went to college Adventist Taquara (IACS), which held camp meetings and field image I had was to the college and the road beyond the sidewalks or to more distant districts of Porto Alegre, where we were going to visit some friends family.
So I married Claudio and some time later decided to visit his family inside, which still did not know me. One of the places where we were at that time was the site of his grandparents, within the municipality of São Lourenço do Sul The road was unpaved and the bus only had a daily schedule, as I recall. The site had a very simple house, corn field, pond, outside toilet. But it was a house in the country. The grandparents were very kind and gave us the master bedroom. The stay was full of attention. For me it was a discovery.
I became a fan of rural life.
Later, much later, we bought a farm and after a siege in the town of Padre Bernardo, near Brasilia. Our children were small and for some time we went to the site throughout the weekend. It was my stage countryside.
I learned the crop season, the schedule of routine treatment of animals, learned to ride, as I have mentioned. Was anxiously awaited the weekend to go to the site.
Later, we sold that property and bought a farm near the town where we lived fourteen years.
There I enjoyed the brook, full of trees, where a bank had himself to read or simply watch the running stream, the miquinhos jumping on the branches, some other wild animal.
Now, driven by several factors, including the need for Luke to become accustomed to urban life, I became again a resident of the city. But I have a rural knowledge that fills my mind and that often drives my rides during vacations and holidays. I am an eternal admirer of nature.

“It belongs to  Lord the earth and its fullness, the world and everything in it.”

Amizades – virtuais ou não

Em um determinado site há um jogo de perguntas e respostas e uma das perguntas que tive de responder outro dia foi “Qual a melhor lembrança que tem de X?” X é uma amiga virtual, com quem falo quase todos os dias, e uma das lembranças que tenho sobre ela é de como a encontrei na internet. Nesta postagem estou contando a vocês como encontrei essa e outras amigas. Vou citar o nome das amigas. Caso se sintam incomodadas, eu retiro seus nomes.
A Lauziene, de Vila Velha,  encontrei numa comunidade de amigos da igreja adventista na internet. Encontrei vários amigos lá,  mas é com a Lauziene que continuo a conversar sempre. Gostei da foto de perfil, em que aparecia com o que chamei de ” sorriso enigmático”. Acompanhando o sorriso está uma pessoa muito amiga, competente na profissão dela, sensível, dedicada à música na igreja e que tem como hobby recente a fotografia.  Falo com ela por muitos meios virtuais: email, sites de relacionamento, e teclamos quase todos os dias no msn. Ela participa de um blog, mas, como não é um blog pessoal,  lá eu apenas deixo alguns comentários ocasionalmente.
A Anamaria, de Joinville agora, foi minha colega no ginásio (atual ensino fundamental 2) e reencontrei num fórum da comunidade do colégio Instituto de Educação em Porto Alegre. O Instituto era um colégio considerado padrão no ensino na época em que fiz o ginásio e todos os colegas que responderam nesse fórum tiveram carreiras profissionais brilhantíssimas. Recentemente se reuniram algumas dessas colegas no mesmo cenário do colégio e tiraram algumas fotos. Infelizmente essa visita não coincidiu com minha estada em Porto Alegre, mas amei as fotos. Também sempre falo com a Anamaria, mando recados em sites, presentes no Colheita Feliz (jogo virtual) e já mandei algumas fotos da minha família e também vi as da família dela.
Da Rilvacy, de Vitória, já contei o relato de meu primeiro relacionamento com ela através de cartas (pelo Correio) depois de achá-la numa coluna da Revista Adventista, onde as pessoas buscavam amigos por correspondência e de nosso reencontro recente. Foi, aliás, a Lauziene quem me ajudou a achá-la. E eu a conhecia pessoalmente e não sabia quem era. Ela é mãe de um médico que à época fazia residência na minha cidade, de forma que às vezes ela frequentava minha igreja. Falei com ela, que se lembrou de nossa correspondência e até achou uma foto minha da época. Agora trocamos mensagens via internet.
A Cida encontrei no site “Coisa de Adolescente”, onde comentei uma vez. Daí para cá são comentários de ambas as partes no blog dela, o Compartilhando bênção (e também agora no Recanto das mamães blogueiras),  e no Viver. Graças a ela, encontrei muitas amigas blogueiras, a Vania, a Ellen, a Gil, a Nayara, a Lidiane, a Tarci.
A Cassi foi minha primeira “seguidora” do blog. E a primeira a comentar. Lembro que achei interessante ela ser quase na mesma cidade que eu, morando próximo a Porto Alegre, ser ainda da mesma área de trabalho, e frequentar a mesma igreja. Passei a seguir seu blog Pensamentos de viagem.  
A Haydee, do interior paulista, encontrei em Caldas Novas, no Hotel e na igreja. Tiramos foto juntas nessa ocasião e trocamos emails. 
A Ana chegou na mesma época que eu em Brasília, moramos no mesmo bloco de apartamentos e trabalhamos na mesma empresa por algum tempo.
A Ellen B.  troca emails comigo e posso visitar quando vou a Porto Alegre – ela atravessava comigo o Parque da Redenção (bons tempos aqueles) para irmos à faculdade.
A Martha é um caso diferente, conheci-a como secretária. Veio do nordeste para trabalhar em Brasília, mas a vaga já estava ocupada quando chegou. Então já ia retornando quando a achei. Acompanhou minhas crianças por mais de vinte anos. E agora, que é  minha amiga, está acompanhando minha mãe no Rio Grande do Sul, função para a qual se apresentou voluntariamente, pois já a conhecia de algumas visitas .  
E há outros amigos e amigas,dos quais falarei em outra ocasião.
A amizade é irmã do amor. A amizade, portanto, vem de Deus. Vamos cultivá-la com sinceridade.
Cada amizade sincera que fazemos faz parte também de nossa vida cristã.

If you prefer, read in English:

 Friendship – virtual or not
At any given site there is a set of questions and answers of the questions I had to answer the other day was “What is the best memory you have from X?” X is a virtual friend, I talk almost every day, and one of memories I have about it is how I found it on the internet. In this post I’m telling you how I found this and other friends. I will mention the names of friends. If you feel uncomfortable, I take their names.
 I found Lauziene, from Vila Velha, on  a community of friends at the Adventist church on the Internet. I met several friends there, but with Lauziene I keep talking forever. I liked the profile picture and showing what I called “enigmatic smile”. Following the smile is a friendly person, skilled in her profession, sensitive, devoted to church music and has recently photography as a hobby.. I speak with her for many virtual media: email, social networking sites, and keyboard almost every day on msn. She participates in a blog, but it is not a personal blog, then I just leave some comments occasionally.
 Anamaria, from  Joinville now, was my classmate in high school (current school 2) and rediscovered in a community forum of the College of Education Institute in Porto Alegre. The Institute was considered an excellent college education at the time he made the gym and all the colleagues who answered that forum were absolutely brilliant careers. Recently  some of these colleagues met in the same scene of high school and took some pictures. Unfortunately this visit did not coincide with my stay in Porto Alegre, but I loved the pictures. Also always speak with Anamaria, send messages on websites, present in Happy Harvest (virtual game) and have sent some photos of my family and also saw the her family.
From Rilvacy, who lives in Victoria, have told the story of my first relationship with her through letters (by mail) after finding it in a column of Adventist Review, where people seeking pen pals and our recent reunion. It was indeed the Lauziene who helped me find it. And I knew her personally and did not know who it was. She is mother to a doctor who was at that time in my home town, so sometimes she attended my church. I spoke with her and she remembered our correspondence and even found a picture of me at the time. Now we exchange messages via the Internet.
 I  found Cida on the website “Teen Thing”, where he once remarked. Hence,there are comments from both sides on her blog, Sharing the blessing (and now also in the Corner of moms bloggers), and on my blog Living. Thanks to her I met many friendly bloggers, Vania, Ellen, Gil, Nayara, Lidiane, Tarci.
 Cassi was my first “follower” of the blog. And the first to comment on. I remember I found it interesting to be almost in the same city as me, living near Porto Alegre, is still the same work area, and attend the same church. I started to follow her blog Thoughts of travel. 
Haydee, from  São Paulo State, met in Caldas Novas, in the Hotel and the church. Then we took pictures together and exchanged emails.
Anna arrived at the same time as me in Brasilia, lived  in the same apartment block and worked the same company for some time.
Ellen B. exchanges e-mails with me and I can visit  her when I go to Porto Alegre – she walked with me the Redemption Park (those good times) to go to college.
Martha is a different case, I met her as a secretary. Came from the northeast to work in Brasilia, but the vacancy was already occupied when he arrived. So she was now going back to when I found her. She accompanied my children for over twenty years. And now she is my friend, she’s watching my mother in Rio Grande do Sul, according to which she presented himself voluntarily, because she had already known her.
And there are other friends, which I’ll speak on another occasion.
Friendship is the sister of love. Friendship, then, comes from God. Let us cultivate it with sincerity.
Every sincere friendship that we do is also part of our Christian life.

Pacificadores

As lições que aprendemos na Bíblia devem sempre ser recordadas. Assim, no último sábado, estudamos novamente sobre Abigail, em uma lição sobre relacionamentos.
Abigail, que representei para introduzir o estudo, no trimestre anterior, foi uma pacificadora e, devido a sua ação junto ao futuro rei Davi, salvou da morte muitas pessoas que moravam na fazenda de Nabal. (Infelizmente ele mesmo terminou morrendo, acometido de um mal súbito,  ao saber do morticínio que teria acontecido devido ao seu comportamento violento, não dando a devida atenção aos enviados de Davi.)
Coincidentemente, logo após estudar a lição e recordá-la no sábado, uma mãe e avó que conheço teve a oportunidade de exercer uma ação pacificadora (embora em um nível menor que o de Abigail).
O neto ia passar a tarde com a mãe, numa cidade próxima. Assim, ele descansou um pouco após o almoço e se preparou, vagarosamente, para sair. Precisou de uma pequena ajuda para preparar a mochila e, quando tudo estava pronto, todo o núcleo familiar embarcou no veículo familiar e rumou para lá.
Chegando, foram reconhecidos e admitidos pelo porteiro do condomínio e chegaram ao apartamento. Recepção animada, exclamações das criancinhas. Os avós, após a missão cumprida, iam se preparando para descansar o resto da tarde quando um dos outros netos inicia uma discussão acirrada com o recém-chegado, e recebe um revide imediato. Agressões de parte a parte, tentativas gerais para apaziguar a situação, sem sucesso. Então, o menorzinho se “oferece” para visitar os avós. Não só se oferece como “foge” de casa para segui-los e se dirige ao carro. Os avós, principalmente a avó, pensam na tarde calma que teriam, programação com certeza suspensa com a admissão da criancinha em casa, com seu gênio “calmo e tranquilo”. Mas então ela lembrou-se de que a mãe ficaria sozinha com três crianças em casa, já que o esposo estava acompanhando um familiar no hospital, e resolveu levar o netinho para passar uma tarde em casa.
Houve uma reação do neto mais velho, que fora levado para visitar a mãe. Este temeu por seus brinquedos, pela segurança dos móveis do quarto dele, e decidiu-se a voltar. Mas foi dissuadido da intenção, lembrando que precisava acompanhar a mãe, que sairia com ela para a igreja…
Enfim, surpreendentemente foi uma ótima tarde. O netinho pequeno portou-se de maneira exemplar, elogiou a casa dos avós, foi brincar calmamente no parquinho e até propôs-se a subir quando começou a chover, usou da maneira adequada o sanitário (e nem precisou das fraldas), alimentou-se bem, em resumo, uma criança-modelo. Nem de longe lembrou a criancinha de quatro anos que já teve de ser transferida de escola devido ao comportamento. Após uma noite de descanso tranquilo (se bem que, até a madrugada, ficou na cama dos avós), e novas brincadeiras no parquinho, pois o dia era de sol, retornou para casa.
Então todos ouviram as novidades: a tarde anterior tinha sido igualmente abençoada para o jovenzinho que ficou fazendo companhia à mãe. Foram todos à igreja, participaram do culto jovem, a casa ficou tranquila e silenciosa, o chefe da casa retornou do hospital, pois outro familiar tomou a função de acompanhante do doente. Enfim, todos em paz e alegres.
Retornaram avós e neto maior para casa, não sem antes explicar que agora o menorzinho não poderia ir junto, mas que, em outra ocasião, seria novamente  convidado.
A tarde de domingo foi repousante.
E aguardo seus comentários, jovens mamães, tias,  avós e pedagogas.
Só enfatizo: mães devem ser pacificadoras no seu lar. E, diz a Bíblia, “Felizes as pessoas que trabalham pela paz, porque Deus as tratará como seus filhos.” Mateus 5:9

If you prefer, read in English:

Peacemakers

The lessons we learned in the Bible must always be remembered. So, last Saturday, we study again about Abigail, in a lesson about relationships.
Abigail, I played to introduce the study, in the previous quarter, was a peacemaker and, due to its action with the future King David’s death has saved many people who lived on the farm of Nabal. (Unfortunately he ended up dying, stricken by a sudden illness, to learn of the killing might have happened due to his violent behavior, not paying enough attention to the ones sent to David.)
Coincidentally, after studying the lesson and remember it on Saturday, a mother and grandmother I know has had the opportunity to pursue a peaceful effect (although to a lesser degree than that of Abigail).
The grandson was spending the afternoon with his mother in a nearby town. So he rested a little after lunch and got ready slowly to leave. He needed a little help to prepare the backpack, and when all was ready, the whole family embarked on the family car and headed there.
Upon arrival, we were recognized and admitted by the doorman at the condo and came to the apartment. Reception lively exclamations of little children. Grandparents, after mission accomplished, were preparing to rest the rest of the afternoon when one of the other grandchildren start a heated discussion with the newcomer, and receives an immediate backlash. Attacks from both sides, general attempts to calm the situation, without success. Then the younger one is “offered” to visit the grandparents. Not only is offered as “escapes” from house to follow them and talks to the car. Grandparents, especially his grandmother, think of the quiet evening that would have, certainly drop programming with the admission of the infant at home with his genius “calm and quiet.” But then she remembered that her mother would be alone with three children at home, since her husband was following a family at the hospital, and decided to take her grandson to spend an afternoon at home.
There was a reaction of the eldest grandson, who was taken to visit her mother. This feared for their toys, the safety of the furniture of his room, and decided to return. But was dissuaded the intent, remembering that he needed to accompany their mother, which would date it to the church …
Anyway, surprisingly was a great afternoon. The little grandson has behaved in an exemplary manner, praised the grandparents’ house, was quietly playing on the playground and even proposed the rise when it started to rain, he used the toilet in the proper way (and not needed diapers), fed Well, in short, a model child. Even remotely reminded of the little child who has had four years to be transferred from school due to behavior. After a peaceful night’s sleep (although, until dawn, was at his grandparents’ bed), and new games in the playground because the day was sunny, he returned home.
Then everyone heard the news: the previous evening had also been blessed for the youngster who was making his mother company. They all went to church, participated in the youth worship, the house was quiet and silent, the head of the house returned from the hospital because another family has taken the task of accompanying the patient. Anyway, all at peace and happy.
Grandparents and grandson returned home increased, but not before explaining that now the younger one could not go together, but on another occasion, would be invited again.
The Sunday afternoon was restful.
And I await your comments, young mothers, aunts, grandparents and educators.
Only emphasize: Mothers should be peacemakers in their homes. And the Bible says, “Blessed are the people who work for peace, God will treat them as his children.” Matthew 5:9 

Recordações de um sábado

Em dezembro, meu cunhado me mandou um email: gostaria de visitar nossa região, mas a família só disporia de uma semana para nos visitar, queria sugestões de o que fazer nessa semana, lembrando que tinham como meta visitar Brasília e todos os familiares aqui residentes e que queriam uma programação para o sábado.
Essa última exigência de meu cunhado para o roteiro se explica porque somos todos adventistas do sétimo dia e reservamos o sábado para adorar a Deus, o que inclui ir à igreja e meditar na sua Palavra, visitar lugares que nos lembrem de sua grandeza como Criador, recrear-se em conversações agradáveis.
Programei um sábado em Caldas Novas, pois estaríamos visitando aquela cidade nesse dia. Assim, pela manhã, estivemos na igreja, onde estudamos a Palavra de Deus e O louvamos.
À tarde previ, e nós realizamos, uma visita a um Parque Ecológico. Havia duas caminhadas possíveis. Achamos mais interessante a visita ao Paredão, onde havia menos pessoas. Fomos até questionados por uma jovem visitante, que queria saber como conhecíamos aquele passeio, geralmente só realizado pelos próprios habitantes da cidade e seus familiares.
Foi um ótimo passeio. Foram-nos oferecidos bastões para nos apoiarmos, e fomos seguindo a trilha. Num determinado ponto, podíamos ver a cidade ao longe, com seus prédios mais altos. Continuamos e chegamos a um riacho. Subindo 40 metros chegamos a uma cachoeira, que observamos por algum tempo. Depois descemos e nos sentamos em algumas pedras junto ao riacho para ouvirmos a leitura de um livro autobiográfico da autora Fernanda Lima, que sofreu um acidente e ficou paraplégica. Foi lido o primeiro capítulo, que é um tanto longo e ficamos curiosos pelo final.
Mais tarde, na hora do por-do-sol, quando nos reunimos no apartamento em que minha família estava, foi lido o segundo capítulo.
Devo agora comprar o livro para continuar a conhecer a história.
Assim transcorreu esse dia abençoado e nos desejamos reciprocamente uma feliz semana, após uma oração compartilhada.
Tenham os leitores também uma boa semana.

If you prefer, read in English:

Memories from a Saturday

In December, my brother sent me an email: I would like to visit our region, but the family would only have a week to visit us, I suggested to do this week, noting that had the goal to visit Brasilia and all family members living here and wanted a schedule for Saturday.
This last requirement for my brother to the script explains why we are all Seventh-day Adventists and we reserve the Sabbath to worship God, which includes going to church and meditate on his Word, visit places that remind us of his greatness as Creator recreate in pleasant conversations.
I programmed a Saturday in Caldas Novas, since we would be visiting that city on that day. Then in the morning, we were in church, where we study the Word of God and praise Him.
Afternoon predicted, and we realized, a visit to an ecological park. There were two possible walks. We find it interesting to visit the Breakwater, where there were fewer people. We were even asked by a young visitor, who wondered how we knew that walk, usually only performed by the city residents and their families.
It was a great ride. We have been offered bats to cling to, and we were following the trail. At one point we could see the city from afar, with its tallest buildings. We continued and arrived at a creek. Rising 40 meters came to a waterfall, we have observed for some time. Then we went down and sat on some rocks along the creek to hear the reading of an autobiographical book by the author Fernanda Lima, who suffered an accident and became paraplegic. Was read the first chapter, which is somewhat long, we were curious at the end.
Later in time for sunset, when we met at the apartment where my family was, was read the second chapter.
Should I buy the book now continuing to hear the story.
So went this blessed day and wish each other a happy week, after a prayer shared.
Readers also have a good week.

Fotos antigas

Abri um álbum de fotografias antigas na casa de minha mãe. É um álbum de madeira bege, com flores desenhadas na capa. Não se fazem mais álbuns assim.
Lá estão fotos de meus avós, da juventude de minha mãe e de minha tia, esta já falecida e que eu não conheci.
Revi também fotos da minha infância e da minha adolescência. Eu era uma menina de tranças amarradas com fitas, uma em cada lado. Apareço assim numa foto tirada em preto e branco no parque Farroupilha (ou da Redenção) em Porto Alegre. Também tenho o mesmo penteado numa foto tomada na escola, no primário, feito no anexo do Instituto de Educação. Na foto da cerimônia de formatura do curso ginasial (atual fundamental 2), já uso outro penteado, de cabelos curtos e crespos seguros por uma tiara de malha.
Da foto da turma de formatura do ginasial praticamente saltaram os nomes de minhas colegas (o colégio admitia somente meninas). B. Alvarez, J. Morais, E. Vieira, I. Rosssi, M. Brandt, B. Pivetta, D. Breitman, M. C. Matte, nomes e sobrenomes há muito tempo não pronunciados estranhamente apareceram da foto diretamente para minhas lembranças.
Vendo as fotos no parque Farroupilha, lembrei das tranças preparadas todo o dia à noite cuidadosamente por minha avó, dos passeios nas tardes de sábado com meus pais e irmãos, dos recantos do parque que conheço desde a infância e que ainda amo visitar, como esse com um lago coberto de plantas aquáticas, atravessado por pequenas pontes. Uma vez fomos passear sozinhos, quando mais crescidos, e meu irmão caiu em cima de umas pedras que também serviam como ponte no lago (que é raso) ou na beira dele. Um senhor prontamente o levantou e continuamos o passeio, embora preocupados com o incidente.
Já se vão 45 ou mais anos dessa época – vejo que o tempo passa rápido, mas não apaga algumas memórias. Também sei que temos de usar muito bem esse tempo, justamente porque ele corre, e não volta, como as águas de um rio.
Nada como se dar conta cedo de que temos um tempo para usar, e da necessidade de um bom uso de nossas vidas.
“Ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos corações sábios.” (Bíblia sagrada)

If you prefer, read in English:

 I opened an old photo album in my mother’s house. It’s an album of beige wood, with flowers drawn on the cover. Do not make more albums like this.
There are pictures of my grandparents, youth of my mother and my aunt, the deceased and I have not met.
Also reviewed pictures from my childhood and my adolescence. I was a girl in braids tied with ribbons, one on each side. Thus appear in the photo taken in black and white in Farroupilha Park (or Redemption) in Porto Alegre. I also have the same hairstyle in a photo taken in school, primary, made in the annex of the Institute of Education. Pictured graduation ceremony from junior high school (current key 2) already use a different hairstyle, curly short hair and a tiara for insurance mesh.
Photo of high school graduating class of nearly jumped the names of my classmates (the school admitted only girls). B. Alvarez, J. Mitchell, E. Vieira, I. Rosss, M. Brandt, B. Pivetta, D. Breitman, M. C. Matte, first and last names not long ago pronounced strangely appeared the picture directly to my memories.
Seeing the pictures in the park Farrukhabad, remembered the braids prepared every day by carefully night my grandma rides on Saturday afternoons with my parents and siblings, the corners of the park I have known since childhood and still love to visit, as this with a lake covered with aquatic plants, crossed by small bridges. Once we went alone, when older, and my brother fell on some stones that also served as a bridge into the lake (which is shallow) or on the edge of it. A gentleman promptly got up and continued walking, although concerned about the incident.
It is now 45 or more years of that time – I see that time passes quickly, but does not erase some memories. I also know that we have to use very well this time, just because he runs and does not return, as the waters of a river.
Nothing like realizing early on that we have a time to use, and the need for a good use of our lives.
“Teach us to number our days that hearts unto wisdom.” (Holy Bible)