Épocas diferentes, flores diferentes

Ainda estamos no inverno, mas, olhando estas flores, lembrei da primavera, que vai chegar.
E lembrei dos diferentes jardins que já tive.

Quando morava num bairro chamado Guará, tinha um jardim mesmo, com rosas, hortênsias e margaridas.
Gosto muito de margaridas. Eu cuidava do jardim, capinando a terra e tirando as ervas daninhas. Nessa época meus filhos eram crianças.

Na chácara, aonde ia aos fins de semana, tinha outras plantas, e na porta de casa havia flores silvestres amarelas.
Depois mudei por quatorze anos para uma chácara e lá havia azaleias floridas perto da janela de um dos quartos. 

Nova mudança e cheguei à pequena área onde cultivava miniazaleias. Tinha também um vaso com flores silvestres para dar boas-vindas na entrada da casa.

Agora estou vendo dois vasinhos com kananxuê aqui na minha sala, mas cuido deles com o mesmo carinho com que cuidava das rosas, das margaridas, das azaleias e miniazaleias.
Há flores próprias de cada estação,  de cada lugar em que moramos, de cada fase de nossa vida. Há flores nas brincadeiras com nossos irmãozinhos e colegas na infância. (E brincávamos mesmo com buquês de flores de laranjeira.) Há flores nos romances de amor, há flores nos jardins de que cuidamos.
Flores são alegrias, são bênçãos, são carinhos. 
Há flores que recebemos, há aquelas que ofertamos, há aquelas que deixamos de ofertar.
Que recebamos muitas flores, que presenteemos outras pessoas com flores, que reconheçamos as bênçãos que recebemos de Deus.
   

 

    
   

“Aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves, e a voz da rola ouve-se em nossa terra.” Cantares 2:12

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Em 1996

 

Em 1996,no mês de agosto,  há quinze anos atrás, havia uma expectativa em casa.

No dia treze, minha filha, que tinha vinte e poucos anos à época, deveria ir a uma consulta, que seria a última dos nove meses de gestação. O seu filhinho deveria nascer em seguida, talvez no dia quatorze.
O quarto estava sendo preparado, as roupinhas estavam prontas, e ao mesmo tempo havia uma viagem programada pelos irmãos (tios do bebê), que deveriam participar de um campeonato.
Reinava a maior animação pelo nascimento do Lucas e ao mesmo tempo pela antecipação dessa viagem pelos meninos.
Chegou dia treze e eu dirigi o carro até o consultório do médico, a uns 40 km da nossa casa, que era então na chácara.

Surpresa. Quando chegou ao consultório, minha filha começou a sentir alguma coisa diferente, dores nas costas. Aguardamos algum tempo e, quando ela foi examinada, o médico disse que teria de ir imediatamente para o hospital, porque o bebê estava chegando.
Liguei para casa para chamar os demais membros da família e nos dirigimos para o hospital, onde, dentro de umas três horas, nasceu o Lucas, que foi imediatamente visitado pelos tios e pelo avô, que iriam viajar mais tarde.
Faz 15 anos desses acontecimentos no próximo sábado e instituímos uma semana comemorativa, que começou no domingo, com uma visita a uma fazenda. O homenageado pescou dez peixes, o avô pescou vinte e um e eu consegui pescar três, quando me emprestaram a vara de pesca, que, a propósito, tinha sido emprestada por um casal que não conseguiu pescar nada. Era pesca esportiva e devolvemos quase todos os peixes vivos à água. Houve um acidente com um deles, que deve ter sido devorado por uma garça, das que havia na represa. No almoço, pegamos a carona de um Parabéns a você, que foi cantado para alguém numa outra mesa. Também passeamos de charrete, andamos a cavalo, vimos muitos animaizinhos, inclusive duas araras que incrivelmente nos deram “tchau” na saída para casa, e também continuamos a estudar uma apostila que deve ser respondida para recuperação na escola.
A semana continua, hoje tivemos nosso culto de oração, com o grupo que sempre participa do círculo, cada terça-feira em uma casa e, é claro, expressamos nosso agradecimento pela data do próximo sábado.
Sábado devemos nos reunir em família, para mais uma vez agradecer a Deus e confraternizar com o adolescente Lucas – 15 anos.