Mais um niver

domingo, 10 de julho de 2011

 
“Porque por mim se multiplicam os teus dias, e anos de vida se te acrescentarão.” Provérbios 9:11

Tive um dia muito feliz, hoje. Após uma confraternização com a família de meu filho Alessandro ontem, fizemos neste domingo um ótimo passeio, para comemorar meu aniversário. Agradeço em primeiro lugar a Deus. Não queria deixar passar o dia sem expressar essa gratidão pela vida e pela saúde que o Criador me oferece.
Tive oportunidade de passar este dia no campo, na companhia de meu esposo e de meu neto número um, o Lucas. Eles me acompanharam, fotografaram e fizeram caminhadas  comigo, como aprecio.
Vou apenas publicar algumas fotos, que podem dizer mais que palavras como foi a comemoração de meus 61 anos (é verdade, já são seis décadas e mais um ano).

Com Claudio, Lucas e a turma do Ale

Com Lucas, D. Glenie e netos

Pose junto à piscina e montando a cavalo

Tratadores encilhando os cavalos.
Passeando com Claudio
Passeando com Lucas

Paisagens do campo

Até que a morte nos separe

A propósito do “Dia dos Namorados”, vejam este ângulo da minha história ao lado do Claudio, meu marido. E desejo feliz Dia dos Namorados para todos os casais.

Lembrei ontem do que aconteceu após dois anos de namoro com o Claudio. Um dia, de um momento para o outro, ele me disse que estava doente, com uma das piores doenças conhecidas então. Naquela época, uma das piores doenças conhecidas era a tuberculose.(A outra doença muito temida era o câncer, cujo nome, naquela década de 1970, não era nem mesmo pronunciado, quando alguém o contraía.)O Claudio perdeu o pai muito cedo e teve de trabalhar para ajudar no sustento da família. Por um erro de cálculo, que só recentemente foi reconhecido pela justiça, a mãe, viúva, recebia uma pensão ínfima, embora o falecido esposo tivesse ocupado um posto intermediário na polícia militar do estado. Como era muito frio, e ele trabalhava numa empresa de ônibus, o jovem adquiriu uma gripe, e posteriormente pneumonia, o que facilitou a invasão do organismo pelo chamado bacilo de Koch.
Até hoje ele não gosta  de que se lembre essa ocasião, em que adoeceu por contágio de um companheiro de trabalho .
Eu tinha 20 anos, cursava os últimos anos da faculdade, namorava o Claudio desde 19, era meu primeiro namorado e estava pretendendo casar logo com ele e agora sabia desse problema de saúde. E, umas duas semanas depois de saber disso, tive outra notícia: ele estava hospitalizado e a única forma de tratamento era a cirurgia, pois o tratamento com remédios (que já começara há mais tempo) não estava tendo resposta. Contei em casa e a reação foi a pior possível – tuberculose mata, você quer ficar viúva logo após o casamento? Termine logo com esse namoro.
Evidentemente que não terminei o namoro, porque sou teimosa, e penso com meu próprio cérebro até hoje. Pelo contrário, ia visitar o Claudio no hospital, embora contra a posição de meus familiares, e  sérios problemas abalaram  minha vida de estudante tranquila. 
Enfim, ele passou 6 meses no hospital, trocando correspondência comigo (que meu cunhado que trabalhava no centro da cidade transportava), fez uma cirurgia em que retirou um segmento do pulmão, da qual hoje resta apenas uma pequena sequela, continuou trabalhando, aposentou-se há dez anos, por tempo de serviço, casamos no fim daquele ano em que esteve hospitalizado e hoje estamos próximos de 40 anos de casamento.
Mas durante esses quarenta anos, a exemplo do primeiro grande problema que tivemos, e que relatei aqui, houve outros, do mesmo gênero. Uns dez anos depois o Claudio  teve outra doença infecciosa e infelizmente deixou de ser admitido numa empresa pública, pois perdeu o prazo; depois passou por uma cirurgia de abdômen que devia ter durado meia hora e demorou  algumas horas (lembro-me de ter orado muito quando soube que a cirurgia programada inicialmente tinha sido alterada); mais uns dez anos e começou a ter problemas no coração (na época, eu, que sou muito intrometida – é um de meus defeitos e virtudes – pedi uma radiografia do tórax por conta própria, após uma falta de ar prolongada, que não cessou com o uso dos medicamentos recomendados e aí foi descoberta a causa das dificuldades respiratórias – uma doença cardíaca).
A última doença séria que o meu esposo sofreu até hoje- felizmente isso já faz mais de cinco anos – foi um câncer de pele num local que poderia ter atingido rapidamente o pulmão. Como sou bastante insistente também, além de intrometida, ele terminou indo ao médico antes que algum órgão interno fosse atingido e, graças a Deus, conseguiu um tratamento num hospital público ótimo, e perfeitamente a tempo.
Lembrei de tudo isso ontem porque tivemos, sexta-feira e sábado últimos, três palestras de uma psicóloga cristã conhecida nacionalmente, cujo nome não vou citar, pois não tenho permissão para isso. Ela falou sobre vários aspectos da convivência familiar, dirigiu-se primeiro aos jovens, depois a todos, depois em particular para os casais, mostrando as dificuldades que há na vida conjugal, devido às diferenças básicas entre o modo de pensar e agir de homem e mulher.
Por fim, contou a experiência de sua vida, em que teve um ótimo casamento -embora tenha enfrentado problemas gravíssimos – mas que foi interrompido pela morte do esposo. Uma das afirmações da palestrante na conclusão da série de palestras lembrava que a vida é na realidade frágil e curta e cabe a nós torná-la mais agradável para nosso cônjuge. E vice-versa. Por isso, prometemos amor até que a morte nos separe.  
Uma reflexão sobre isso pode nos levar a aproveitar melhor os momentos que temos em família, não só com o cônjuge mas também com nossos filhos e netos, enquanto convivendo conosco no lar.
Aprendi também ontem um versículo importante na Bíblia – a Palavra do Senhor a Moisés, prometendo guiar o povo em todas as dificuldades através do deserto: “Eis que eu envio um Anjo adiante de ti, para que te guarde pelo caminho e te leve ao lugar que tenho preparado.” (Êxodo 23:20)
Assim como o povo de Israel, estamos numa caminhada, e, com certeza, há dificuldades, mas a certeza que temos é que Deus proverá sua guia e cuidado também para atravessarmos o deserto – com suas pedras, areia e vento.

O que mamãe espera no Dia das mães

 

É início de maio, início do mês das mães.
No segundo domingo de maio, a mãe é homenageada, lembrada, presenteada.
O comércio, a indústria esperam que se comprem muitos presentes.
É certo que as mães amam presentes, mas o que mais esperam nesse dia que se aproxima?
A mãe de crianças pequenas pode esperar um dia de tranquilidade, em que possa estar apenas acompanhada de seus meninos e do pai deles, quem sabe sem ter de lavar a louça e as roupas e limpar a casa.
A mãe de adolescentes espera que não saiam de casa nesse dia, pelo menos na hora do almoço, e que a acompanhem numa refeição alegre, com conversação alegre e sem temas polêmicos.
A mãe de filhos adultos espera que os mais próximos venham passar o dia ou quem sabe uma hora com ela e que contem histórias e fatos agradáveis. Com certeza quer que tragam os netos, para que todos contemplem nas crianças a graça, a inocência, o futuro e fiquem felizes com isso. E que os que moram mais longe telefonem, mandem cartões, mensagens.
A mãe quer ser lembrada e amada.
Não é isso que diz o conselho bíblico sobre honrar pai e mãe, para que se prolonguem os dias na terra?

 

Sonhando com um manual

Esta história é mesmo sobre um sonho.
Estava na casa do meu filho e, durante a noite de ontem, tive um sonho interessante. Eu me encontrava no meu antigo serviço (do qual me aposentei há mais de 10 anos) e devia redigir um capítulo de manual (tarefa que eu realmente costumava executar). Ocorre que havia duas versões para o início do capítulo, uma era sugerida por um assessor da presidência – só que no meu sonho ele era um antigo diretor da escola de meu neto. A outra versão era sugerida por um assessor de organização e métodos – que no sonho era um professor meu colega. Eu tinha que ir à sala dos dois e decidir que estilo usar na redação.
Recordo até que a versão sugerida pelo assessor da presidência era uma espécie de justificativa e a do homem de organização e métodos simplesmente citava os procedimentos. Eu havia optado pela segunda versão, porque era a fórmula usual. A justificativa só ficaria bem numa exposição de motivos. Mas no sonho apenas fui aos dois gabinetes e não cheguei a resolver nada com os dois assessores.
Ainda sobre sonhos, até há pouco tempo  atrás, mais de 30 anos depois de terminar meu curso de música, ainda sonhava que precisava concluí-lo. É que tive de interromper o curso quando assumi um cargo num banco público e não podia assistir às aulas, que aconteciam no período diurno. Após um ano, a chefia permitiu que eu assistisse algumas aulas, e assim graduei-me também em piano.
Muito maravilhoso o funcionamento do cérebro humano. Dados de uma atividade desenvolvida há mais de dez anos apareceram associados a pessoas que conheço de um passado mais recente e tudo isso deve ter sido ativado por alguma vivência atual.
Isso me lembra duas coisas:  como é importante aquilo que vemos,  ouvimos e fazemos, já que nosso cérebro pode armazenar por tanto tempo tudo isso; como é importante o que oferecemos aos olhos e ouvidos das crianças e jovens. Isso irá alimentar a atividade do cérebro delas por muito tempo nas suas vidas, provavelmente por toda a existência delas.
Enfim, como dizia o salmista: “Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste.”  “(…) de longe conheces todos os meus pensamentos.” “Vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.” (Sal. 139)

Louvando em família

Estivemos neste final de semana na cidade de Formosa, onde houve um simpósio sobre louvor e adoração. Foi palestrante o compositor Fernando Rochael, autor de músicas como “Tua Palavra”, “De hoje em diante”, “A glória de Deus” e a muito conhecida “Permaneça em mim”.
O compositor falou da importância da música no louvor, das diversas roupagens da música, da liturgia para atingir os diversos segmentos da comunidade e, sobretudo, da importância de ser um adorador de Deus em nossa vida.
Foi um dia agradável, em que nossa banda participou no louvor, juntamente com um grupo vocal da igreja de Formosinha.
Já à noite, nos despedimos do palestrante Fernando, do pastor Giulian e de sua esposa, a cantora Polyanna. A Polly, como é chamada pelos amigos, mencionou que entre as perguntas feitas pela assistência para serem respondidas no fim do programa havia uma sobre nós, isto é, sobre Claudio e eu: se nós já tocávamos juntos antes da banda – que começou há uns cinco anos.
Não houve tempo para responder, mas a resposta é afirmativa: já tocávamos juntos, ele violão, e eu teclado ou piano, para acompanhar um grupo musical de que participávamos ou mesmo para acompanhar os hinos na igreja, e, além de tocarmos juntos, sempre participamos juntos do louvor, como em corais e quartetos, ao longo do tempo, cantando ou tocando instrumentos.
Agora, participamos do louvor ainda junto com o Lucas, nosso neto, que é clarinetista. Isso nos ajuda a lembrar que somos uma família, e que temos objetivos comuns. A família, cujos membros tantas vezes se dedicam a passatempos individuais, no meu entender, deve ter uma atividade conjunta que a una, que alegre seus dias e a faça feliz. Em nosso caso, nada melhor para isso do que música e louvor.
Enquanto aguardo um vídeo da apresentação da banda, fiquem com esta imagem, da cantata de Páscoa do ano passado.

Com quem ficam as crianças

“Ana tornou-se mãe. E foi maravilhosa a sensação de ter sua filha nos braços e amamentá-la. Foram três meses de sonho os da licença-maternidade. Quando teve de voltar a trabalhar, na sua inexperiência contratou uma menina de quatorze ou quinze anos para cuidar do bebê. Felizmente a avó costumava visitar a neta para ajudar com algumas providências durante o horário de expediente da jovem mãe e uma vizinha contou que o bebezinho era colocado em cima do parapeito da janela em seu bercinho portátil – que era chamado “moisés” à época – enquanto a pequena babá admirava o que se passava na rua. Além disso, descobriu-se a tempo que a menina-babá não sabia ver as horas e assim as mamadeiras não eram administradas no tempo certo. Dessa forma, Ana é grata à mãe por ter cuidado seu bebê na casa dela, avó, por algum tempo. Ana levava o bebê nos fins-de-semana. Como era uma época de inverno, não seria seguro  levá-lo no frio todos os dias de uma casa para outra de manhã e à tarde.”

Este fragmento de história de vida na realidade confunde-se com minha própria história e pode relacionar-se com sua história, se você exerce atividades profissionais fora de casa. Temos lido de câmeras que detectam comportamento agressivo de babás e, na história, o comportamento inadequado foi verificado por um sensor humano – a própria avó, que costumava visitar a casa da filha para ver o bebê e que depois do acontecido passou a cuidar da netinha.

Essas são duas das soluções encontradas pelas mães: deixar as crianças com uma babá, deixar na casa dos avós. Foram as duas primeiras soluções que adotei. A babá me decepcionou: faltava e não seguia as orientações que eu deixava. Em seguida, minha filha mais velha ficou na casa da avó, que a cuidou com muita dedicação – mas eu precisei ficar longe do bebezinho durante toda a semana, pois não era possível buscá-la todos os dias.

Quando fui transferida para uma outra cidade, ao chegar não conhecia ninguém e a melhor solução que encontrei foi colocar meus filhos – já eram dois, e eu tinha saído recentemente de nova licença-maternidade – em uma creche em que havia uma equipe de babás supervisionada por religiosas. Lá eles ficaram por dois anos. Era agradável levá-los toda a manhã e buscá-los de volta para casa à tarde, trajeto que era feito a pé nos primeiros meses, uns 3 quilômetros de cuidado, trajeto que eu percorria com meu esposo.

Quando os meninos chegaram à idade de serem matriculados numa escola maternal, deixaram de ir à creche e passaram a ficar na escola meio expediente e no outro – nova solução – com uma secretária do lar, que aliás ficou morando em nossa casa por 20 anos aproximadamente.

Em todas essas soluções, como cada uma de vocês, leitoras, pode imaginar e deve até já ter observado em suas vidas, há problemas e contraindicações. Mas o importante é que nós, mães, não deixemos de cumprir nosso papel, tendo um tempo regularmente mantido para acompanhamento de nossos filhos. Esse tempo pode incluir cânticos, histórias (não esquecendo as lições da Bíblia), gestos de carinho, olhares, ou simplesmente o calor da companhia. O que nossos filhos levam para a vida adulta deles são esses registros da infância e todas queremos que registrem o amor, a atenção, a dedicação dos pais, marcados também na escolha que fazem da solução para deixar as crianças enquanto trabalham.
Quando Deus enviou Seu Filho a esta terra, o pequeno Bebê foi confiado a Maria e José e o Menino crescia em “sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens”. Que os momentos que passamos com nossos filhos, que foram confiados a nós,  os ajudem a crescer na semelhança de Jesus.

A descoberta do campo

Nasci na cidade, em Porto Alegre, e até me casar praticamente só conhecia a cidade. Havia ido pouquíssimas vezes ao colégio adventista de Taquara (IACS), onde se realizavam reuniões campais e a imagem de campo que eu possuía era a do colégio e da estrada para lá ou dos passeios para bairros mais distantes de Porto Alegre, aonde íamos visitar alguns amigos da família.
Então me casei com o Claudio e algum tempo mais tarde resolvemos visitar a família dele no interior, que ainda não me conhecia. Um dos lugares onde estivemos naquela ocasião foi o sítio dos avós dele, no interior do município de São Lourenço do Sul. A estrada era sem pavimentação e o ônibus tinha só um horário diário, pelo que me lembro. O sítio tinha uma casa muito simples, plantação de milho, açude, banheiro externo. Mas era uma casa no campo. Os avós foram muito gentis e cederam para nós o quarto principal. A estada lá foi cheia de atenções. Para mim foi uma descoberta.
Passei a ser fã da vida rural.
Mais tarde, bem mais tarde, compramos uma chácara e depois um sítio na cidade de Padre Bernardo, próxima a Brasília. Nossos filhos eram pequenos e por algum tempo passamos a ir ao sítio todo o final de semana. Foi minha fase rural.
Aprendi a época das culturas, os horários da rotina do trato dos animais, aprendi até a cavalgar, como já comentei. Era com ansiedade que esperava o fim de semana para ir ao sítio.
Mais tarde, vendemos esse terreno e adquirimos uma chácara junto à cidade onde moramos quatorze anos.
Lá eu apreciava a beira do riacho, cheia de árvores, onde tinha um banco próprio para ler ou simplesmente observar o riacho correndo, os miquinhos pulando nos galhos, algum outro animal silvestre.
Agora, levada por diversos fatores, inclusive a necessidade de o Lucas habituar-se à vida urbana, tornei-me novamente uma moradora da cidade. Mas tenho um conhecimento rural que povoa minha memória e que muitas vezes dirige meus passeios nas férias e feriados. Sou uma eterna apreciadora da natureza.

“Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e tudo que nele há.”

If you prefer, read in English:

The field  discovery

I was born in the city, Porto Alegre, and even get married virtually only knew the city. There were very few times went to college Adventist Taquara (IACS), which held camp meetings and field image I had was to the college and the road beyond the sidewalks or to more distant districts of Porto Alegre, where we were going to visit some friends family.
So I married Claudio and some time later decided to visit his family inside, which still did not know me. One of the places where we were at that time was the site of his grandparents, within the municipality of São Lourenço do Sul The road was unpaved and the bus only had a daily schedule, as I recall. The site had a very simple house, corn field, pond, outside toilet. But it was a house in the country. The grandparents were very kind and gave us the master bedroom. The stay was full of attention. For me it was a discovery.
I became a fan of rural life.
Later, much later, we bought a farm and after a siege in the town of Padre Bernardo, near Brasilia. Our children were small and for some time we went to the site throughout the weekend. It was my stage countryside.
I learned the crop season, the schedule of routine treatment of animals, learned to ride, as I have mentioned. Was anxiously awaited the weekend to go to the site.
Later, we sold that property and bought a farm near the town where we lived fourteen years.
There I enjoyed the brook, full of trees, where a bank had himself to read or simply watch the running stream, the miquinhos jumping on the branches, some other wild animal.
Now, driven by several factors, including the need for Luke to become accustomed to urban life, I became again a resident of the city. But I have a rural knowledge that fills my mind and that often drives my rides during vacations and holidays. I am an eternal admirer of nature.

“It belongs to  Lord the earth and its fullness, the world and everything in it.”

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