Exercitando

Nas recordações que tenho de minhas visitas à casa de minha mãe em Porto Alegre, posso visualizá-la lendo o jornal e respondendo às palavras cruzadas. Hoje não pode resolvê-las completamente sozinha, pois a visão diminuiu muito e alguém lê as cruzadas do mesmo jornal para ela, que ainda dá algumas opiniões a respeito. A propósito, o gosto pelas palavras cruzadas passou para a acompanhante de minha mãe, que faz o possível e o impossível para resolvê-las completamente antes que chegue a resposta no próximo jornal.
Também  gosto desse tipo de exercício mental, mas atualmente há outras formas de exercício que podem ser realizados, não sei se com resultado tão bom, para manter a lucidez ao longo dos anos.
Refiro-me aos jogos virtuais existentes nos diversos sites. Há alguns desses jogos que exercitam a coordenação motora principalmente, como aqueles de que os meninos gostam – corridas de carro, provas de hipismo, até uma corrida dentro da “escola” em que incrivelmente o herói precisa enfrentar tanto os colegas como os monitores e de vez em quando passa pela sala de aula. Nesse tipo de jogos não me saio bem, mas vejo que os adolescentes e jovens têm ótimo desempenho neles.
Há outros jogos que desenvolvem a capacidade de estratégia e até o raciocínio matemático, como aqueles em que você deve desenvolver plantações e indústrias de transformação de forma a conseguir lucros maiores para mudar sempre de nível, ou aquele em que o jogador deve criar uma cidade, que se desenvolverá ao longo do tempo, aumentando o número de habitantes, de serviços, de lojas comerciais, de produtos produzidos ou importados de outras “cidades”. Gosto bastante deste jogo. É educativo até no sentido de que você não pode jogar indefinidamente. Há um tempo, que não é longo,  determinado pelo número de energias, ao término das quais o jogador pode ser aconselhado automaticamente a “deixar esfriar o computador”.
Porque em todos esses exercícios há um perigo, o de você esquecer do tempo e dedicar mais horas  a eles do que às outras atividades. Creio que esse é o motivo do insucesso de alguns alunos adolescentes.  Ainda, há um perigo maior, o de esquecer que é necessário utilizar nas atividades virtuais os mesmos fundamentos morais em que você alicerça sua vida. Não existe a dissociação do “eu” da internet e do “eu” da vida real. São uma só pessoa. Assim, desaconselho totalmente aqueles jogos em que as crianças ( e também o adolescente e adultos) são incentivados a “roubar” a mobília ou as plantas dos outros participantes do jogo, para colocá-los no seu próprio ambiente, ou a agredir ou a usar de violência, ou de outra conduta inadequada.  Enfim, todas essas atividades são exercidas pela pessoa como um todo e, onde quer que esteja, deve ser guiada pelos princípios que considera.
Concluindo com um versículo da Palavra de Deus: “Quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus.” I Coríntios 10:31

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