Épocas diferentes, flores diferentes

Ainda estamos no inverno, mas, olhando estas flores, lembrei da primavera, que vai chegar.
E lembrei dos diferentes jardins que já tive.

Quando morava num bairro chamado Guará, tinha um jardim mesmo, com rosas, hortênsias e margaridas.
Gosto muito de margaridas. Eu cuidava do jardim, capinando a terra e tirando as ervas daninhas. Nessa época meus filhos eram crianças.

Na chácara, aonde ia aos fins de semana, tinha outras plantas, e na porta de casa havia flores silvestres amarelas.
Depois mudei por quatorze anos para uma chácara e lá havia azaleias floridas perto da janela de um dos quartos. 

Nova mudança e cheguei à pequena área onde cultivava miniazaleias. Tinha também um vaso com flores silvestres para dar boas-vindas na entrada da casa.

Agora estou vendo dois vasinhos com kananxuê aqui na minha sala, mas cuido deles com o mesmo carinho com que cuidava das rosas, das margaridas, das azaleias e miniazaleias.
Há flores próprias de cada estação,  de cada lugar em que moramos, de cada fase de nossa vida. Há flores nas brincadeiras com nossos irmãozinhos e colegas na infância. (E brincávamos mesmo com buquês de flores de laranjeira.) Há flores nos romances de amor, há flores nos jardins de que cuidamos.
Flores são alegrias, são bênçãos, são carinhos. 
Há flores que recebemos, há aquelas que ofertamos, há aquelas que deixamos de ofertar.
Que recebamos muitas flores, que presenteemos outras pessoas com flores, que reconheçamos as bênçãos que recebemos de Deus.
   

 

    
   

“Aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves, e a voz da rola ouve-se em nossa terra.” Cantares 2:12

A descoberta do campo

Nasci na cidade, em Porto Alegre, e até me casar praticamente só conhecia a cidade. Havia ido pouquíssimas vezes ao colégio adventista de Taquara (IACS), onde se realizavam reuniões campais e a imagem de campo que eu possuía era a do colégio e da estrada para lá ou dos passeios para bairros mais distantes de Porto Alegre, aonde íamos visitar alguns amigos da família.
Então me casei com o Claudio e algum tempo mais tarde resolvemos visitar a família dele no interior, que ainda não me conhecia. Um dos lugares onde estivemos naquela ocasião foi o sítio dos avós dele, no interior do município de São Lourenço do Sul. A estrada era sem pavimentação e o ônibus tinha só um horário diário, pelo que me lembro. O sítio tinha uma casa muito simples, plantação de milho, açude, banheiro externo. Mas era uma casa no campo. Os avós foram muito gentis e cederam para nós o quarto principal. A estada lá foi cheia de atenções. Para mim foi uma descoberta.
Passei a ser fã da vida rural.
Mais tarde, bem mais tarde, compramos uma chácara e depois um sítio na cidade de Padre Bernardo, próxima a Brasília. Nossos filhos eram pequenos e por algum tempo passamos a ir ao sítio todo o final de semana. Foi minha fase rural.
Aprendi a época das culturas, os horários da rotina do trato dos animais, aprendi até a cavalgar, como já comentei. Era com ansiedade que esperava o fim de semana para ir ao sítio.
Mais tarde, vendemos esse terreno e adquirimos uma chácara junto à cidade onde moramos quatorze anos.
Lá eu apreciava a beira do riacho, cheia de árvores, onde tinha um banco próprio para ler ou simplesmente observar o riacho correndo, os miquinhos pulando nos galhos, algum outro animal silvestre.
Agora, levada por diversos fatores, inclusive a necessidade de o Lucas habituar-se à vida urbana, tornei-me novamente uma moradora da cidade. Mas tenho um conhecimento rural que povoa minha memória e que muitas vezes dirige meus passeios nas férias e feriados. Sou uma eterna apreciadora da natureza.

“Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e tudo que nele há.”

If you prefer, read in English:

The field  discovery

I was born in the city, Porto Alegre, and even get married virtually only knew the city. There were very few times went to college Adventist Taquara (IACS), which held camp meetings and field image I had was to the college and the road beyond the sidewalks or to more distant districts of Porto Alegre, where we were going to visit some friends family.
So I married Claudio and some time later decided to visit his family inside, which still did not know me. One of the places where we were at that time was the site of his grandparents, within the municipality of São Lourenço do Sul The road was unpaved and the bus only had a daily schedule, as I recall. The site had a very simple house, corn field, pond, outside toilet. But it was a house in the country. The grandparents were very kind and gave us the master bedroom. The stay was full of attention. For me it was a discovery.
I became a fan of rural life.
Later, much later, we bought a farm and after a siege in the town of Padre Bernardo, near Brasilia. Our children were small and for some time we went to the site throughout the weekend. It was my stage countryside.
I learned the crop season, the schedule of routine treatment of animals, learned to ride, as I have mentioned. Was anxiously awaited the weekend to go to the site.
Later, we sold that property and bought a farm near the town where we lived fourteen years.
There I enjoyed the brook, full of trees, where a bank had himself to read or simply watch the running stream, the miquinhos jumping on the branches, some other wild animal.
Now, driven by several factors, including the need for Luke to become accustomed to urban life, I became again a resident of the city. But I have a rural knowledge that fills my mind and that often drives my rides during vacations and holidays. I am an eternal admirer of nature.

“It belongs to  Lord the earth and its fullness, the world and everything in it.”

Lar ,doce lar

Gosto de viajar mas também gosto de curtir o lar, doce lar, meu quintal, a grama, o céu, as árvores, meu espaço.