Acampamento de verão

Passamos a semana nos preparando. Algumas pessoas deram conselhos, como levar uma tenda para colocar em cima da barraca e uma lona para forrar o chão. Conseguimos uma tenda com o Alessandro, meu filho, e compramos a lona. Mais alguém sugeriu colchões infláveis, que se conservam mais secos em caso de chuva. Separei várias sacolas com tudo que seria necessário, tudo classificado em sacolas diferentes.
Primeiro levamos a barraca para montar e vários instrumentos musicais que iríamos usar. Adivinhando o stress do avô, que nunca havia montado barraca, pelo menos do tipo igloo, o Lucas já ficou esperando a segunda viagem em casa. Chegando no local, havia uma área reservada para barracas de famílias e outra para os jovens. Fomos das primeiras famílias a chegar e escolhemos um lugar agradável, perto de um bougainville florido. 
Peguei as instruções para montar o gazebo (tenda que ficaria por cima da barraca, para protegê-la da chuva) e iniciamos a montagem, separando as peças por número. Com alguma dificuldade, montamos tudo, sem as quatro peças de baixo para alcançarmos o teto, onde a lona é fixada. Depois colocamos a lona e as quatro últimas peças.
Aí, era a hora de montar o igloo, que nunca havíamos visto, e fui ler as instruções, não muito claras. Terminamos obtendo ajuda de alguns rapazes que estavam também preparando barracas. Obrigada, gentis Madson, Vinicius e William.
Tudo pronto, mas faltaram alguns grampos e cordas para amarrar melhor a tenda e para fixar a barraca.
Voltamos à cidade e compramos o necessário, dirigindo-nos a casa para buscar o Lucas. Após várias reclamações sobre as muitas sacolas que eu havia usado para classificar utensílios para refeições, cobertas muda 1, cobertas muda 2, roupas de cada um, conseguimos colocar tudo no carro, sair e chegar definitivamente ao acampamento.
Enquanto estávamos na cidade, caiu uma chuva que nos prendeu algum tempo numa loja. A mesma chuva caiu no local do acampamento, mas felizmente a barraca estava em pé. Depois soubemos que os rapazes que nos ajudaram haviam levantado a tenda, que caíra.
O acampamento começou. Na noite de sexta, houve só a abertura, algumas instruções gerais, como sobre a corneta que acordaria todos às 6h45 (na realidade só foi usada até domingo, porque alguém a retirou da barraca em que ficava, e não foi mais localizada).
No sábado, tivemos culto logo às nove horas, com um sermão do pastor Ênio. À tarde, um recital com a orquestra da igreja e o Melody Trio, de São Paulo, que esteve participando do louvor no acampamento, e, lógico, com a congregação cantando .
Na noite de sábado, houve várias atividades de lazer, mas fomos dormir cedo.
O domingo começou às 6h45 (a corneta ainda estava em uso), seguindo-se culto às 7h30 e café da manhã em seguida. O Lucas jogou várias partidas de futebol de manhã (inclusive junto com os adultos), à tarde tomou banho de piscina e jogou volley. O Claudio jogou dominó.  Eu registrei algumas fotografias, li um romance infanto-juvenil (“Além da Magia”, sobre um menino que queria ser bruxo e, evidentemente, tornou-se cristão. Tive também tempo para fazer uma pequena caminhada na estrada entre a sede do acampamento e a BR 60. O Claudio não me acompanhou – o que me deixou chateada – porque ficou tocando alguns hinos tradicionais no violão, enquanto alguns irmãos de mais idade cantavam. À noite, houve culto e a orquestra tocou novamente no louvor. O pastor Maxwell falou sobre a importância de  ter compromisso.
Na segunda-feira fomos comprar algumas coisas na cidade e retornamos. Após o almoço, formaram-se nuvens negras. A chuva caiu, bem na hora em que havia uma gincana, que continuou na chuva. O Claudio havia esquecido a chave dentro do carro e ele o irmão que o ajudou a retirar a chave com um anzol ficaram bem molhados. Dentro de algum tempo estávamos os três reunidos na barraca. Eu  fora ler outro livro – “O ouro de Katya”, este verídico, sobre uma jovem que conhece o cristianismo na época da queda do comunismo. O Claudio chegou correndo após conseguirem tirar a chave. O Lucas também chegou daí a alguns minutos. Foi a última oportunidade de curtirmos a barraca neste acampamento – para nós e para muitos outros acampantes.
A chuva caiu muito forte mesmo, a tenda que estava sobre a barraca quebrou com a força da água, que se infiltrou por um dos lados, começando a acumular-se no chão e molhar os lençóis. Após uma hora mais ou menos, a chuva diminuiu e saímos da barraca, conseguindo retirar algumas cobertas e os travesseiros ainda secos, que foram imediatamente colocados no carro. Desmontamos o gazebo, guardando algumas peças dentro da barraca.
Evidentemente fomos dormir num local seguro – nossa casa, a uns 25 km.
Hoje de manhã, terça-feira, feriado ainda, voltamos ao local. O Claudio foi apreciar o futebol entre solteiros e casados, eu fui verificar o que fazer com a barraca. Consegui desmontar o resto da tenda, guardar as peças e a lona, tirar os grampos da barraca e virá-la para retirar a água. Deixei-a secando, enquanto fui desmontar meu teclado e carregar para o carro, com as pastas de música e outros instrumentos, com a ajuda do Claudio num intervalo do jogo. O almoço estava muito saboroso, o sol brilhava e muitas pessoas retiravam também as barracas, pois hoje à noite o local deve ser liberado. Ainda esperamos o Lucas jogar mais um pouquinho e nos retiramos para casa. Não ficamos para a festa com o título de “Festa havaiana”, que haverá à noite. 
Foi uma boa experiência o acampamento.
Viver dificuldades nos ajuda a ter força para resistir e continuar, com a ajuda de Deus. Assim é também em nossa vida cristã. Já estamos pensando em comprar mais lona para cobrir a barraca na próxima vez. Num acampamento também há experiências agradáveis – e outras desagradáveis – de convívio com as pessoas, o que também serve como uma aprendizagem.
Ah, amiga Cida, e consegui dormir bem pelo menos na segunda e na terceira noite na barraca, depois de acostumar. Na realidade, não havia sapos coaxando, apenas alguns grilos, e vizinhos das outras barracas roncando.

Nossa barraca, logo no início do acampamento.

Estudo da Bíblia com os adolescentes no sábado.
Lucas resolve escutar de cima da árvore.

Congregação no culto de sábado, vista do ponto de vista da orquestra

Vôlei, no domingo

Barraca após a chuva
Terça-feira de sol
e adeus, acampamento

Paisagens do acampamento

domingo, 6 de março de 2011

“Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e tudo que nele há.” (da Bíblia sagrada)
Por enquanto, só paisagens. Depois do acampamento, as notícias