Rio Grande do Sul

Hoje de manhã, ouvi os sons de um programa na televisão – Pampa e Cerrado – que me recordaram do estado em que nasci. Esse programa apresenta uma música como tema, com o mesmo título do programa, e que diz “Pampa, pampa, pampa e cerrado / alargando as fronteiras do pampa do nosso estado.”
É um gaúcho o apresentador, com aquele bonito acento com que falam os patrícios do Rio Grande. (Já fui contagiada pelo vocabulário.)
A música evoca o fato de que há muitos gaúchos na região central do Brasil, inclusive agricultores, cultivando no cerrado. Não sou agricultora, mas também habito no cerrado.
Assim, neste domingo, saudosa de meu Rio Grande do Sul, recordo alguns lugares que já visitei na minha terra.
Em Porto Alegre, amo as margens do Guaíba – rio que banha a cidade – e o parque Farroupilha, cujo nome lembra a famosa Revolução  liderada por Bento Gonçalves e outros, e pacificada por Caxias, no século XIX. A Revolução é lembrada em 20 de setembro, quando os gaúchos pertencentes a movimentos tradicionalistas desfilam pilchados pelas ruas. Pilchados significa usando a roupa típica do campo, com bombachas, esporas, cinturão, chapéu. E as prendas – as moças e senhoras – usam vestidos rodados. Diz o hino do Rio Grande do Sul :”Como aurora precursora do farol da divindade/foi o vinte de setembro precursor da liberdade (…)”

 

No sul do estado já visitei Rio Grande e Cassino, no mesmo município. Rio Grande é um porto marítimo e Cassino, uma bela praia, onde se encontram os chamados molhes, uma plataforma de pedra que avança para o  Oceano, construída pelo homem, onde se pode andar num trenzinho até muitos metros sobre o mar.
Também visitei São José do Norte, em frente a Rio Grande, para onde se pode viajar numa barca. Ali o Claudio passou o início de sua infância, quando o pai dele era o policial chefe do destacamento da Brigada Militar (força policial do estado, semelhante à nossa Polícia Militar aqui no DF).

 

Fui também ao noroeste, à região das Missões, onde outrora os jesuítas viviam com os indígenas guaranis. Ali há ruínas de uma arquitetura por certo inspirada na arquitetura europeia e de aldeamentos que apresentavam organização para agricultura, pecuária, educação, saúde, indústria, inclusive de instrumentos musicais, e que foram depois destruídos numa guerra contra portugueses e espanhóis,  em que as missões deveriam serem transpostas para outro território. As missões jesuíticas são lembradas num espetáculo de luz e som que é apresentado diariamente em São Miguel. Minha irmã mora numa cidade próxima, Santo Ângelo.
Na orla marítima, conheço Tramandaí e Cidreira, aonde costumo ir nas férias. Tramandaí fica ao lado de outra praia, Imbé, onde costumam aparecer botos, e onde fica um museu oceanográfico. É em Tramandaí que costumo comer um de meus pratos prediletos – à la minuta, que lá corresponde a uma refeição feita na hora com bife, batata frita, arroz e salada com alface e tomate. Não sei por quê, mas lá esse à la minuta é mais saboroso.

Gramado e Canela, na serra, mostram o encanto da Europa, trazido pelos imigrantes.
Não pretendo agora residir novamente no meu estado natal, porque o clima é excessivamente frio no inverno, mas devo continuar visitando o Rio Grande nos verões, passando alguns dias em algum desses lugares.
E por hoje era só, estava só lembrando de meu torrão natal.

O motorista que não conhecia o caminho

Passamos o Natal em Porto Alegre e também o Ano Novo.
Depois resolvemos passear um pouco na orla marítima, ao norte do estado, na cidade de Cidreira, onde uma irmã de meu marido tem uma casa e está veraneando, como se diz aqui.
Tomamos um ônibus direto e ficamos felizes quando nos aproximamos do destino. Era meio-dia e estava terminando a viagem. Foi então que o motorista parou o ônibus, abriu a porta que o separava dos passageiros e perguntou em voz alta: – Alguém sabe onde é a rodoviária de Pinhal?
Cheguei à conclusão de que o motorista era novo, ou substituto, e não conhecia bem a cidade de Pinhal.
Uma passageira que se identificou como professora mostrou o caminho da rodoviária.
Quando já estávamos deixando essa rodoviária, ela  ajudou ainda o motorista perguntando se havia mais alguém para descer ali. E havia. As pessoas não se tinham dado conta de que já haviam chegado em Pinhal.
Desceram mais alguns passageiros e o ônibus continuou. Notei que ela continuou na frente do ônibus, como co-piloto. O motorista não sabia também o caminho para Cidreira e nem o lugar da rodoviária dessa cidade. Enfim, chegamos e descemos, agradecidos à professora co-piloto.
Mais tarde, pensei: sem conhecer o caminho certo não se chega a lugar nenhum, mesmo que saibamos dirigir muito bem. Por isso, em nossa vida, para não sermos como o motorista desorientado, precisamos confiar na guia divina. Como diz um antigo hino:
“Meu Jesus me guia sempre,
que mais posso desejar,
duvidar de meu amado,
do meu Deus desconfiar,
tenho paz, perfeita, infinda,
gozo sua proteção,
pois eu sei que por mim vela
seu bondoso coração.”
Hinário Adventista

Recordações de um sábado

Em dezembro, meu cunhado me mandou um email: gostaria de visitar nossa região, mas a família só disporia de uma semana para nos visitar, queria sugestões de o que fazer nessa semana, lembrando que tinham como meta visitar Brasília e todos os familiares aqui residentes e que queriam uma programação para o sábado.
Essa última exigência de meu cunhado para o roteiro se explica porque somos todos adventistas do sétimo dia e reservamos o sábado para adorar a Deus, o que inclui ir à igreja e meditar na sua Palavra, visitar lugares que nos lembrem de sua grandeza como Criador, recrear-se em conversações agradáveis.
Programei um sábado em Caldas Novas, pois estaríamos visitando aquela cidade nesse dia. Assim, pela manhã, estivemos na igreja, onde estudamos a Palavra de Deus e O louvamos.
À tarde previ, e nós realizamos, uma visita a um Parque Ecológico. Havia duas caminhadas possíveis. Achamos mais interessante a visita ao Paredão, onde havia menos pessoas. Fomos até questionados por uma jovem visitante, que queria saber como conhecíamos aquele passeio, geralmente só realizado pelos próprios habitantes da cidade e seus familiares.
Foi um ótimo passeio. Foram-nos oferecidos bastões para nos apoiarmos, e fomos seguindo a trilha. Num determinado ponto, podíamos ver a cidade ao longe, com seus prédios mais altos. Continuamos e chegamos a um riacho. Subindo 40 metros chegamos a uma cachoeira, que observamos por algum tempo. Depois descemos e nos sentamos em algumas pedras junto ao riacho para ouvirmos a leitura de um livro autobiográfico da autora Fernanda Lima, que sofreu um acidente e ficou paraplégica. Foi lido o primeiro capítulo, que é um tanto longo e ficamos curiosos pelo final.
Mais tarde, na hora do por-do-sol, quando nos reunimos no apartamento em que minha família estava, foi lido o segundo capítulo.
Devo agora comprar o livro para continuar a conhecer a história.
Assim transcorreu esse dia abençoado e nos desejamos reciprocamente uma feliz semana, após uma oração compartilhada.
Tenham os leitores também uma boa semana.

If you prefer, read in English:

Memories from a Saturday

In December, my brother sent me an email: I would like to visit our region, but the family would only have a week to visit us, I suggested to do this week, noting that had the goal to visit Brasilia and all family members living here and wanted a schedule for Saturday.
This last requirement for my brother to the script explains why we are all Seventh-day Adventists and we reserve the Sabbath to worship God, which includes going to church and meditate on his Word, visit places that remind us of his greatness as Creator recreate in pleasant conversations.
I programmed a Saturday in Caldas Novas, since we would be visiting that city on that day. Then in the morning, we were in church, where we study the Word of God and praise Him.
Afternoon predicted, and we realized, a visit to an ecological park. There were two possible walks. We find it interesting to visit the Breakwater, where there were fewer people. We were even asked by a young visitor, who wondered how we knew that walk, usually only performed by the city residents and their families.
It was a great ride. We have been offered bats to cling to, and we were following the trail. At one point we could see the city from afar, with its tallest buildings. We continued and arrived at a creek. Rising 40 meters came to a waterfall, we have observed for some time. Then we went down and sat on some rocks along the creek to hear the reading of an autobiographical book by the author Fernanda Lima, who suffered an accident and became paraplegic. Was read the first chapter, which is somewhat long, we were curious at the end.
Later in time for sunset, when we met at the apartment where my family was, was read the second chapter.
Should I buy the book now continuing to hear the story.
So went this blessed day and wish each other a happy week, after a prayer shared.
Readers also have a good week.

Final de férias – migração do blog

Este era um blog absolutamente pessoal e restrito, onde eu postava apenas recordações de eventos familiares, como férias e aniversários. Entretanto, ele está sendo migrado do windows live para o wordpress e resolvi modificar alguma coisa. Estou postando então artigos de interesse mais geral e apresentando a oportunidade de serem lidos em inglês.

Sejam bem-vindos os leitores.

Post sobre as férias, ainda no estilo anterior:

Tivemos ótimos passeios no final das férias, com o Lucas e os Kieckow – minha irmã Flávia e família em Brasília e Caldas Novas, e ainda com o Moisés e Renata.

Que tenhamos muitos mais momentos felizes em família.

 

If you prefer, read in English:

 

End of holiday – the blog migration

 
This was an absolutely personal blog and restricted, where I posted only memories of family events like birthdays and holidays. However, it is being migrated to windows live wordpress and decided to change something. Then I’m posting articles of more general interest and presenting the opportunity to read in English.

Welcome readers.

 

Post on vacation, although the former style.
We had great promenades at the end of the holiday, with Lucas and Kieckow – Flávia my sister and family in Brasilia and Caldas Novas, and even with Moses and Renata.
I hope we’ll have many more happy times with family.

 

 

 
 
 
 

 

Férias

Neste final/início de ano, tive férias em duas etapas. . Na primeira etapa, viajei para o sul e passei o Natal com minha família, passeei até a praia, onde vi outros familiares , também estive junto com a família de meu filho no ano novo,. Ele teve suas primeiras férias no atual emprego dele e aproveitou para rever a avó, tios e primos no estado natal e também para rever algumas cidades turísticas . que havia visitado em plena lua-de- mel, há dez anos aproximadamente.

Na segunda parte das férias, passeamos em alguns locais no centro do país, próximos à nossa residência com meu neto Lucas, que havia ficado com a família paterna no Natal e no Ano Novo. As férias não são completas, se não passeamos com Lucas.

Paisagens do acamp – Anápolis/Abadiânia

 

Citação

Nada como aproveitar as paisagens com companhia agradável e mensagens inspiradoras.

 Paisagens do acamp – Anápolis/Abadiânia

A canoa virou

Conhecem a célebre música infantil: "A canoa virou, deixá-la virar, foi por causa do fulano que não soube remar." Exatamente isso aconteceu.
Aguardamos algum tempo na margem (bastante para nós) e a canoa passou, impávida, e todos exultantes.
Dirigimo-nos para o local da chegada, e apenas uma canoa havia chegado. A outra, a do Lucas, tinha virado.
Andamos um pouco pela trilha na beira do rio e, graças a Deus, conseguimos avistar a canoa com todos a bordo e a salvo novamente.
Felizmente, tudo acabou bem, com todos alegres pela aventura.
 
 

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